01/03/2010 - 17h32minFoi apresentada no Congresso Internacional de Cardiologia, em Setembro, uma camisola que permite registar a atividade do coração dos pacientes sem estes se deslocarem a uma unidade de saúde.
Obtendo a mesma informação que um electrocardiograma, esta camisola feita de têxteis “inteligentes” poderá enviar a informação registada para um centro de monitorização com supervisão médica constante. A camisola pode ainda registar outros parâmetros, como a atividade respiratória ou a temperatura do corpo.
Para fabricar esta camisola semelhante a qualquer outra peça de roupa juntaram-se fios de aço inoxidável com fios de viscose para produzir algo que funciona como um eletrodo, ou seja, um dispositivo que regista atividade elétrica. Ligada a um pequeno transmissor, a camisola pode enviar a informação recolhida através da rede de comunicações móveis para um centro de monotorização central, que analisa os dados recebidos. Por enquanto, cientistas e investigadores de telecomunicações e teleMedicina trabalham para conseguir pôr em funcionamento esse centro de monitorização, que utilizará um software já desenvolvido. Com capacidade de leitura e armazenamento de dados, este centro de monitorização poderá enviar alertas para um transmissor na camisola, que avisa o paciente em caso de anomalia nos dados analisados.
Testes em 15 pacientes demonstraram que os dados recolhidos por esta camisola são tão fiáveis como os recolhidos pelas máquinas de eletrocardiogramas utilizadas nos hospitais e centros de saúde. Dado que a camisola é tão confortável como uma peça de vestuário comum, a ideia é que ela seja utilizada no âmbito da teleMedicina, possibilitando que os doentes cardíacos possam ser monitorizados a partir de casa e não precisem de estar no hospital. Os primeiros resultados da utilização da camisola foram apresentados por cardiologistas da Unidade de Cuidados Coronários e Informações Cardiovasculares e Epidemiologia do Hospital de São Rafael, na Itália, integrados no projecto de investigação europeu “Sistema de Cuidados de Saúde Usáveis” (Wealthy), financiado pela Comissão Europeia.
Fonte: HospitalDoFuturoCategoria: CiênciaPostado por: Aldebaran
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